sábado, 20 de dezembro de 2014

Independência Financeira e o Futuro da Carteira

Esse post foi publicado originalmente no antigo Blog do Corey e não necessariamente representa a atual opinião do autor.

Em agosto de 2013 após "sofrer" um ataque de haters e por não saber ao certo como lidar com esses, declarei o fim do Blog do Corey e noticiei que tinha atingido a independência financeira. Muitos me parabenizaram, outros ficaram putinhos e me esculacharam... Até hoje nêgo vem me encher o saco dizendo que é impossível atingir a IF com uma carteira pequena feito a minha, que não é possível obter os proventos que obtenho com tão pouco investido e mi mi mi... Acontece que naquela época eu contava com os proventos do meu negócio B, negócio esse paralelo onde eu era somente investidor e que me rendia gordos proventos. O investimento desse negócio jamais foi computado no valor da carteira por seguir as regras do ranking do Pobretão onde somente ativos financeiros poderiam ser somados para formar a carteira da IF.

Aquele momento foi precipitado por vários motivos. O primeiro é que a robustez desses proventos do negócio B se mostrou frágil poucos meses depois quando fui obrigado a me desfazer do negócio por não concordar com mudanças de regras. Segundo porque logo depois disso fiz a viagem que mudou minha vida e me mostrou que o Brasil não é o meu lugar. A partir desse momento o sonho da independência financeira se dissolveu e o sonho de uma vida com mais qualidade de vida num país com cultura e sociedade mais alinhados com o que quero pra minha vida ,mesmo que com mais trabalho, tomou seu lugar. Eu tinha saído da Matrix.

Desde então perdi totalmente o interesse em estudar sobre investimentos, alocações, balanceamento, proventos, análises, etc. O objetivo agora era fazer dinheiro de maneira a acelerar os planos de emigração, nesse cenário entra a loja nova comprada com o objetivo de ganho de capital numa revenda futura. Para a compra dessa loja utilizei o dinheiro recebido pela venda do negócio B, os aportes que seriam destinados a carteira de IF nos últimos meses além de sangrar a própria poupança da IF. O dinheiro não brotou do solo como sugeriram alguns "leitores assíduos apaixonados por este site mas que não dão o braço a torcer".

Então, resumindo o lance da IF: me precipitei ao anuncia-la a um ano e meio atrás e agora nem vejo mais sentido na ideia de parar de trabalhar com 30 e poucos anos e continuar morando no Brasil. Continuo não gostando de trabalhar (quem gosta?), mas agora consigo administrar isso se estiver associado a um objetivo maior lá na frente, que nesse caso é sair do Brasil. Estou trabalhando mais duro do que nunca, mas estou vendo resultados. Confesso que visto o sucesso que estou tendo na loja nova dá muita vontade de derreter o resto da carteira e entrar em mais um negócio. A perspectiva de rendimentos de 5 dígitos mensais é tentadora... Sobre o fim do blog, também foi precipitado e anunciado num momento de raiva, o blog me faz bem, conviver com pessoas tão diversas, com ideais de vida tão diferentes mas que ao mesmo tempo possuem coisas em comum comigo é muito gratificante. Já disse e vou repetir: não sinto saudade do Facebook, mas não consigo ficar sem o blog...

Agora sobre o futuro da careira da IF. Mesmo após sair do país, pretendo manter alguns investimentos por aqui devido a alta rentabilidade que nossa economia pode oferecer, entre eles estão meu apartamento alugado e os fundos imobiliários. De resto pretendo dissolver tudo e usa-los no exterior, então o futuro da minha antiga carteira da IF será somente os FIIs que já tenho e os que comprarei com os proventos dos mesmos quando não precisar mais deles (estou usando os proventos para pagar contas devido ao investimento na loja nova). Os aportes estão suspensos, mas quando voltarem serão alocados no exterior em princípio na minha conta americana. No futuro precisarei de dinheiro disponível para investir num possível negócio americano, portanto não posso comprometer capital em algo sem liquidez. Não manjo praticamente nada sobre investimentos no exterior, tenho uma longa estrada para percorrer.

O último "balanço público" do Blog do Corey será publicado em 1/1/15, após isso não mais publicarei números mas comentarei como estão indo as ideias. Isso me ajuda a organizar a cabeça! O blog está prestes a completar 3 anos e fico contente por ter vários por aqui desde o começo, espero continuar nessa comunidade interessante e inteligente por muito tempo, contribuindo no que posso e pegando dicas novas. Sei que as pessoas gostam quando escrevo sobre empreendedorismo porque essas informações são escassas na internet, aproveito para pedir sugestões de tópicos, pretendo fazer um "mês do empreendedor" em janeiro ou fevereiro, mas preciso de ideias. Abraço a todos!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Empreendedorismo: Aturando Clientes

Esse post foi publicado originalmente no antigo Blog do Corey e não necessariamente representa a atual opinião do autor.

Se você é comerciante, você precisa aprender a lidar com clientes e isso nem sempre é fácil. Hoje vou falar sobre as principais características que os clientes de qualquer comércio de vila possuem:

1- Falta de educação: Via de regra o caloroso bom dia que você diz ao cliente assim que ele coloca os pés na loja não será respondido. Obrigado e passe bem são palavras inexistentes no vocabulário de grande parte das pessoas. Quanto inferior o nível social, pior. É frustrante você dedicar atenção, ser sorridente e educado e não ter uma resposta no mesmo nível. Isso acaba te levando para uma espiral descendente e chega uma hora que você não cumprimenta nem agradece os clientes o que é horrível para os negócios. Já passei por isso mas hoje em dia consigo ser imune, atendo todos os clientes com a mesma educação independente do retorno, pego no pé dos funcionários para que façam o mesmo.

2- Mentiras: As pessoas mentem muito, principalmente em relação a preços. É muito comum cliente chorar desconto e o argumento preferido é "no seu concorrente custa tanto". Acontece que em grande parte das vezes o "tanto" é um preço absurdamente baixo, menor que o custo. Meu comportamento padrão é dizer com um sorriso no rosto: "infelizmente não consigo fazer esse preço, é melhor o senhor comprar lá mesmo". Na grande maioria das vezes a pessoa desconversa e acaba levando, usam como desculpas: "ah, já tô aqui mesmo!", "a qualidade do seu é melhor, vou levar", "não sei se vou passar lá, tá tarde...". Não entro em guerra de preço, tenho um atendimento acima da média, boa variedade de mercadorias, loja agradável, não tem porque ter o menor preço!


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Vale a Pena ser Solteiro?

Esse post foi publicado originalmente no antigo Blog do Corey e não necessariamente representa a atual opinião do autor.

Recentemente contei aqui a história do meu amigo Ricardo, médico, solteiro, que após anos de putaria vida desregrada, decidiu entrar num relacionamento sério porém aberto por ter enjoado da vida de solteiro. A história de hoje é um pouco diferente, o cara é um solteiro convicto.

Dia desses estava fechando a loja, já era tarde e estava chovendo, ao abaixar a primeira porta, um Corolla 2015 preto para na frente da loja, de dentro um cara, típico "coxinha", vestindo camisa Tommy me pergunta se ainda dá tempo de atende-lo. Quando me viro para dizer que sim, me deparo com Felipe, um amigo dos tempos de escola. Após um abraço e de atende-lo, conversamos por dois minutos e ele me convidou pra visitar o apartamento que acabara de reformar, perto dali. Aceitei o convite, ele aguardou os trâmites de fechamento da loja e fui seguindo o Corolla.

O apartamento de Felipe é muito perto da loja, coisa de duas quadras. Um prédio novo, alto, daqueles com nomes bregas que as construtoras adoram usar. Subimos até um dos últimos andares e entramos no pequeno studio. O que me chamou atenção na primeira vista foi a vista espetacular (cariocas, vocês estão certos, nós paulistanos somos idiotas de chamar a visão de prédios e luzes da cidade de vista, mas é o que temos...), uma bela visão para a selva de pedra da cidade de São Paulo. A janelona de frente para a porta serve de moldura para a decoração refinada e de bom gosto do apê. Na verdade o apê de Felipe parece mais um decorado de construtora que um apartamento de gente normal. Uma bancada bem acabada na pequena cozinha americana, geladeira moderninha, cook top, microondas e lava-louças em inox, bancada da pia em mármore, armários em um bonito tom de cinza combinando com a decoração masculina do resto do apê. No ambiente misto que engloba sala e quarto um sofá confortável, uma cama queen size, uma grande TV de 879845798 polegadas junto com os eletrônicos de sempre: DVD, decoder de TV e vídeo game, tudo em seu devido local em um móvel sóbrio. No teto iluminação de motel: dimer e leds coloridos regulados pelo smartphone. Um pequeno roupeiro de canto, uma cômoda e, claro, ar condicionado em todo o ambiente.

Minha primeira reação foi falar pra ele acender as luzes e ligar a TV no futebol porque a decoração do apê é com certeza o mais próximo de um motel de luxo que já vi na vida. Felipe riu, me ofereceu uma cerveja e disse que meu comentário era o que queria ouvir, que o objetivo era justamente esse e explicou a história do imóvel. Comprou o apê a três anos atrás, na planta, já com o objetivo de criar um ambiente intimista e com cara de motel para ser usado justamente como tal. Felipe é arquiteto, trabalha para um escritório e faz trabalhos paralelos, tem uma boa renda. Desde que nos conhecemos, lá no século passado, sempre foi um galinhão, nunca conseguiu namorar mais de 2 meses porque sempre dava um jeito de cagar fazer besteira e, claro, acabava chutado. Ele disse que o mesmo continuou na fase adulta e que infelizmente magoou muita gente antes de se dar conta que não é um cara que deve namorar, após um episódio meio traumático, decidiu que não ia mais se envolver romanticamente com as meninas e abraçou de vez a vida de solteiro convicto.

Nesse momento da conversa éramos duas pessoas com pensamentos totalmente opostos. Ele solteiro convicto e eu, casado a uma década. Apesar da diferença

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O doutor, a gata e pensar fora da caixa

Esse post foi publicado originalmente no antigo Blog do Corey e não necessariamente representa a atual opinião do autor.

Conheço Ricardo desde dos tempos de CCAA, sempre foi um cara muito gente fina, mas com um gosto um tanto sofisticado por quase tudo. Engraçado que mesmo sofisticado nunca foi pernóstico, arrogante ou coisa assim. Ele simplesmente gostava de coisas boas e as tinha dentro das possibilidades de seu pai, comerciante que também gostava de coisas de qualidade e não populares como esportes gringos.

Moravam em uma casa bem legal num bairro bom da cidade, seu pai tinha um carro popular, porém top de linha, com uns 2 ou 3 anos de uso, vivia limpíssimo e bem cuidado. Ricardo vestia roupas de marca, mas não aquelas marcas que a molecada estava acostumada e gostava, eram marcas mais adultas e pouco conhecidas na época como Ralph Lauren e Calvin Klein. Ele tinha uma bicicleta muito bacana, melhor que as nossas, mas novamente, não se achava o fodão por causa disso. Era popular entre os moleques, mas nunca foi muito com as meninas apesar de se vestir bem, ter um comportamento adulto e ser relativamente atraente.

Reencontrei Ricardo no começo da nossa vida adulta numa baladinha. Ele estava ralando pro vestibular de medicina. Sempre fora um bom aluno, portanto aquilo não era algo impossível. Algum tempo depois visitei a loja de seu pai que me informou que o Ricardo estava morando em outra cidade devido a faculdade, estava muito orgulhoso por ter seu único filho como médico. Estava com o mesmo carro do nosso tempo de moleque, dessa vez com mais de 10 anos de uso, mas novamente super limpo e bem conservado.

Surgiu o Orkut, encontrei Ricardo pela rede social, estava ralando na faculdade mas continuava com seus gostos “excêntricos” como jogar tênis, frequentar baladinhas top, etc. Não parecia ter muito sucesso com a mulherada, confesso que até desconfiei de “algo”, mas não fazia muito sentido (sempre convivi com gays então conheço de longe, rsrs). Desde então temos mantido contato pelas redes sociais, compartilhamos gostos e desgostos como detestar futebol e não querer ter filhos. Ele que arrumou um colega que fez minha vasectomia.

Ricardo, agora médico solteiro, morando com os pais, tinha muita grana disponível e descobriu as profissionais do amor. Se orgulhava de transar com gatas top toda semana, dizia que não queria namorar, etc. Nada contra, acho esse estilo de vida totalmente saudável desde que o cara consiga bancar financeiramente e não sinta o peso psicológico de não ter uma companheira (não é porque isso é importante pra mim que será para todos). Era cômico ver os selfies enviados por Ricardo em seus momentos de “lazer” com as profissionais... até que Ricardo deu uma sumida, parou com suas fotinhas e com as atualizações ácidas e politicamente incorretas (poxa, eu adoro pessoas politicamente incorretas) nas redes sociais.

Já estava sentindo falta do meu amigo até que um dia o encontrei num hospital, havia anos que não nos víamos pessoalmente. O que mais me chocou foi descobrir que ele estava namorando! Estava explicado o sumiço...  Papo vai, papo vem, ele me mostrou fotos da moça (uma baita de uma gostosa, gatíssima, diga-se de passagem), questionado sobre a mudança de opinião tão repentina ele disse:

Nada a ver com a Sandy, coloquei foto
dela porque era minha musa da
adolescência.
“Brother, cansei da putaria, já gastei muita grana com profissionais e não me arrependo, mas as coisas mudam, sabe, comecei a sentir falta de programas mais adultos como sair pra jantar num bom restaurante, porra, eu sempre quis ir no Dom, no Fasano, Terraço Itália, mas ia chamar quem? Uma enfermeira capenga metedeira? Ir sozinho? Chamar minha mãe? Não dá né cara... Aí decidi que ia descolar uma mina top, afinal você tá ligado o status que ser médico e ter um carrão dá né... não ia sair por aí desfilando com uma candanga... Um dia estava numa confraternização daqui do hospital e apareceu essa mina, arrastei e desde então estamos juntos, mas é jogo aberto: a gente se curte, mas é mais uma troca: ela me faz companhia enquanto frequenta os lugares que eu curto frequentar, banco tudo, mas me divirto, passo um tempo com uma pessoa bacana, bonita, me faz bem, não temos cobranças... É meu bibelô igual aquele sedã branco lá fora..."

Essa história do Ricardo é verídica e fico muito contente por meu amigo, é mais um exemplo que pensar fora da caixa é sempre a melhor opção, fugir do efeito manada também... Ficar preso a convenções sociais, medinhos idiotas, se amarrar a opiniões alheias e conselhos de familiares é SEMPRE uma péssima opção. Fazer aquilo que te dá na telha, levar um estilo de vida diferente mas dentro do respeito com outras pessoas é muito legal. Me identifico com Ricardo porque também tenho um estilo de vida diferente das demais pessoas, seja pelo lado pessoal, profissional ou financeiro. Não sou sofisticado como ele, curto coisas mais simples, jamais iria no Dom nem se custasse 10 reais simplesmente porque não curto comer com frescura, gosto de comida de verdade, rsrs, mas aprecio um bom scotch e uns cubanos (se bem que descobri uns charutos baianos deliciosos (no sentido literal, claro)). Gosto de histórias como essas, elas reforçam ainda mais o meu pensamento de abdicação de convenções familiares e sociais idiotas que só servem como prisão e não te fazem crescer, muito pelo contrário, te colocam pra baixo todos os dias.

Fugi do óbvio várias vezes na vida e tenho poucos arrependimentos. Eu poderia ter continuado trabalhando de empregado até o fim da faculdade, depois seguido uma carreira tradicional ou quem sabe ser funcionário público (eca!), poderia ter tido filhos e estar casado com uma mulher embarangada somente pelas crianças, nesse caso teria amantes ou saidinhas como 99% dos meus amigos. Poderia estar gordo, sedentário, trabalhando 12 horas por dia em prol de pagar os carnês. Poderia, quem sabe, ter um carrão financiado numa bíblia de 8778678678 prestações. Poderia mil coisas, ter seguido o "rumo natural da vida" e ser mais um infeliz como grande parte das pessoas... Ao invés disso optei por caminhar numa trilha diferente. Mas hoje estou no auge da minha saúde, preparo físico e principalmente capacidade de aprendizado intelectual, estudando um segundo idioma e trabalhando em cima de  possibilidades para uma mudança radical de vida (pra muito melhor) num outro país. Tenho uma esposa maravilhosa no sentido físico e psicológico, algum dinheiro guardado e estabilidade financeira sem 1 real de dívidas... É amigos, pensar fora da caixa não é tão ruim... Se eu pudesse dar um único conselho para um jovem ele seria: FAÇA DIFERENTE!

sábado, 8 de novembro de 2014

[Off] Sobre Macho Beta, Supremacia e Assédio Feminino

Esse post foi publicado originalmente no antigo Blog do Corey e não necessariamente representa a atual opinião do autor.

Atenção: esse post pode parecer machista e opressor. Se você tem frescurinha com opiniões alheias, suma daqui.

Não gosto muito de tocar nesses assuntos, deixo para meu amigo Pobreta que é especialista nas teorias sobre homens sem sucesso com mulheres, mulheres exploradoras... porém ultimamente tenho convivido mais de perto com uma molecada na faixa de 16 até 20 anos e tenho notado coisas que me deixam preocupado.

Conversando com meus funcionários mais novos, garotos de 16 até 20 anos tenho notado que o assunto mulher está cada vez mais difícil para eles. Antes eu acreditava que o que realmente faltava era vergonha na cara dessa molecada que só sabe ficar dormindo no ponto e são incapazes de chegar numa garota mesmo sabendo que as chances de um sim são ínfimas, porém analisando de maneira mais profunda acabei mudando um pouco de opinião. A mulherada está cada vez mais complicada.

Essa história de macho alfa e beta é novidade pra mim, a primeira vez que ouvi essa nomenclatura foi no blog do Pobreta ou de outro colega, porém eu acredito que isso sempre existiu e sempre existirá. Baseando no meu entendimento de macho alfa X beta me considero 100% beta! Nunca fui popular na escola, nunca fui atraente, sempre fui tímido e introspectivo, mas isso jamais me impediu de ter relativo sucesso com as meninas. Lembro-me que o ponto alto do meu sucesso foi quando, com 15 anos, namorei uma das meninas mais bonitas da escola. Ela era cobiçada por muitos, parecia metida e mal humorada, mas não era nada disso. Um dia, em pleno carnaval, com muitas cervejas na cabeça cheguei chegando e rolou. Namoramos um bom tempo e o relacionamento acabou justamente por causa dela ser bonita. Não, eu não levei chifre, o que aconteceu foi justamente o contrário: outras meninas começaram a me assediar e eu moleque não resisti e cai em tentação várias vezes... Parece que ficar com a menina mais bonita da escola foi um passaporte para o sucesso com as outras. Mulher bonita atrai mulher bonita.

Acho que se eu tivesse 15 anos hoje esse tipo de coisa não aconteceria. Com toda exposição das mídias sociais, com tanta informação rolando na rede acho que minha vida de garoto beta seria muito mais complicada. A tormenta de informação acaba travando a gente que é adulto, imagine um garoto cagão de 15 anos... A internet tem matado nossos jovens. A putaria em volta do funk, da cultura da periferia tem matado a chance do garoto CDF se sobressair justamente por ser interessante. O lance agora é financeiro, ostentação... não intelectual. Lembro-me que com 15 anos e sendo um bom aluno (não o melhor, mas um bom aluno) eu gozava de certo prestígio com os colegas de sala. O fato de eu sempre reclamar com professor por me "roubar" 0,25 pontos numa nota 9,5 era motivo de piada mas também de respeito na sala de aula. Os "alfinhas" me respeitavam por eu ser mais inteligente e ter notas melhores, as meninas também respeitavam e admiravam quando eu tirava a melhor nota da sala em química. Hoje duvido que isso teria alguma relevância. Digamos que eu era um beta e 1/2.

Acredito que a supremacia feminina sempre aconteceu de uma maneira ou outra, mas dessa vez é diferente. A molecada enche tanto a bola das meninas que elas acabam querendo sempre mais e mais. Com 18 anos era fácil ficar com meninas de 15, eu tinha um emprego, um Fusca e grana pra pagar um cinema. Hoje em dia acho que um carrinho e uma graninha não são mais suficientes para um molecão ter sucesso com as gatinhas do 1º colegial... A putaria está cada vez maior, a sociedade está se degradando a cada dia... Fico aliviado por ter curtido a adolescência numa outra época onde tudo foi mais fácil e principalmente por ter encontrado uma companheira que me completa de maneira tão eficiente.

Tenho notado uma coisa interessante e que não tenho uma explicação convincente. De uns tempos pra cá tenho percebido o aumento do assédio feminino. Não sou "ostentador", as pessoas nem sabem que sou o dono das minhas lojas (passo por gerente), continuo longe de ser um exemplo de beleza e mesmo assim o assédio tem aumentado. Seria porque de uns 3 anos pra cá decidi me vestir melhor? Seria porque "é dos carecas que elas gostam mais"? Seria porque após os 30 o homem fica mais maduro do ponto de vista intelectual? Não sei... Só espero que isso também aconteça com essa molecada em algum momento de suas vidas.

Meus conselhos pra essa molecada? Não procure uma namorada, ela aparecerá naturalmente. Não seja frouxo, tente sempre transar, afinal esse é seu objetivo, não? Tente ser seletivo, mas se não funcionar, pare de frescura e vá atrás de feinhas. São com essas que você aprenderá a conversar com uma mulher e a convence-la a ir pra cama com você. Não dê bola pra meninas, se começar com frescura, saia fora e procure outra. Jamais banque garotas, no máximo pague uma coisa ou outra se o investimento compensar. Tenha um carro assim que possível. Tenha dinheiro para o motel, mas se ela se oferecer para rachar a conta, aceite. Cultive amizades coloridas, nada melhor que ter uma amiga que goste de transar sem compromisso. Contrate profissionais, isso vai ajuda-lo a realizar fantasias e a transar com determinados perfis de mulheres. Incentive todas as fantasias de sua parceira e sempre coloque o prazer dela na frente do seu, isso é investimento. Acho que seguindo esses conselhos um beta pode chegar mais perto de ser um alfa.

Sobre Faturamento, Ausência de Inovação, Funcionários, Treinamento e Marca

Esse post foi publicado originalmente no antigo Blog do Corey e não necessariamente representa a atual opinião do autor.

A loja nova vai bem, muito bem! Estou até desconfiado que há algo de errado, estou muito propenso a acreditar que o fator novidade está muito mais presente que o imaginado. O faturamento está muito acima do esperado, fechei os primeiros 30 dias com venda superior ao projetado para daqui 4 meses... Novembro vai no mesmo rumo, com crescimento praticamente diário. Claro que estou feliz, mas isso dá um certo receio. Até quando esse crescimento continuará? O que acontecerá daqui uns meses? Enquanto isso o faturamento da loja antiga está estacionado.

Uma coisa interessante de ser analisada é que não fiz absolutamente nada de inovador, diferente e inusitado na loja nova, ou melhor, não fiz nada além do que deveria ser padrão de todo comércio. Reformei tudo, troquei instalações comerciais por outras modernas e bonitas porém não sofisticadas como muitos dos concorrentes. A loja é clean, não tem nada de mais porém é aconchegante e formatada de maneira a facilitar a circulação dos clientes e incentivar compras por impulso. A sala comercial inteira possui ar condicionado e música ambiente. Uma coisa que eu faço e poucos concorrentes fazem e não chega a ser nada inovador é manter um estoque variado e com boa quantidade: minhas lojas sempre estão cheias de mercadoria. Isso além de mostrar para os clientes que a empresa é saudável, favorece a compra. Ninguém gosta de comprar algo que tem pouco em estoque. Talvez meu grande "diferencial" seja o atendimento. Assim como na outra loja, faço questão absoluta que toda e qualquer pessoa que coloque os pés dentro das minhas lojas sejam recebidas de maneira cordial e que os funcionários estejam disponíveis para ajudar cada potencial cliente da melhor maneira possível. Isso não quer dizer que puxo o saco de cliente, nada disso, somente cumprimentamos, agradecemos e focamos em encontrar a melhor solução para o cliente aliado a melhor lucratividade para a loja. Simples, muito simples...

Atender decentemente é simples, porém está cada dia mais difícil encontrar pessoas que consigam pronunciar as palavras bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado... É impressionante a mediocridade das pessoas! Apesar desse problema continuo com sorte em relação a funcionários. Após certa rotatividade inicial parece que encontrei funcionários dentro do que preciso. O golpe de sorte foi reencontrar um ex-gerente que havia se desligado da minha loja anterior (aquela que vendi a 4 anos) para tocar seu próprio negócio, após quebrar devido a falta de experiência e uma passada de perna do sócio, voltou ao mercado de trabalho com a faca nos dentes e sangue nos olhos pra ganhar dinheiro. Era a peça que estava precisando no meu quebra cabeça.

Uma das coisas que aprendi com Kiyosaki foi reconhecer as fraquezas e pagar bons profissionais para realizar as tarefas nas quais somos incompetentes ou simplesmente não queremos fazer. Sou um completo zero a esquerda quando o assunto é treinamento de funcionários. Além de não gostar, não sei fazer. Não tenho paciência para ensinar, quase sempre acabo sendo grosseiro, etc. Por isso estou treinando os novos funcionários de duas maneiras: os mais qualificados, com conhecimento técnico foram enviados para a loja de um amigo que trabalha de maneira muito similar a minha e está treinando-os em troca de pagamento; os funcionários mais gerais, que não possuem conhecimento técnico e exercem funções mais genéricas estão sendo treinados pela Bia na outra loja. Ela tem expertise nessa função e está fazendo um bom trabalho. Acredito que isso tem ajudado a reter boas pessoas, tenho consciência que no passado perdi bons funcionários por não saber treina-lo adequadamente.

Esse mesmo amigo que treina meus funcionários, eu e outro amigo formamos uma sociedade que a princípio explorará uma mesma marca. Essa era uma ideia antiga que foi colocada em prática a toque de caixa devido a reinauguração da loja nova. Fizemos um brainstorm e chegamos a um nome muito interessante. Pagamos uma agência de publicidade que criou a identidade visual e a minha nova loja debutou essa nova marca, o próximo passo será implanta-la nas demais lojas: a minha loja antiga e as 3 lojas dos meus amigos. Dessa maneira pretendemos criar uma cara de rede de lojas e ao mesmo tempo manter nossa individualidade. Por enquanto está tudo acertado de boca, mas pretendemos correr atrás da formalização da parceria no começo de janeiro. Até agora estou gostando do resultado, o layout ficou muito profissional e realmente parece uma loja pertencente a um grande grupo.

Continuo com minha rotina de 16 horas de trabalho todos os dias, sinto que com meu novo gerente (agora supervisor) isso mudará em breve. Estou muito cansado fisicamente, nunca tomei tanto café na vida (nem na faculdade), mas minha cabeça está ótima! Continuo estudando inglês mas infelizmente abri mão da academia e de qualquer forma de exercício físico, estou sentindo falta, mas como disse, em breve o ritmo diminuirá. O resumo é que até agora tudo está valendo o risco...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobre a Dilma, Preconceito e Bola pra Frente

Esse post foi publicado originalmente no antigo Blog do Corey e não necessariamente representa a atual opinião do autor.

É simples: mais 4 anos de PT! Nossa presidAnta foi reeleita com compras indiretas de voto, campanha forçando a divisão do Brasil, blá blá blá... Todos estamos carecas de saber disso, mas vamos combinar, não adianta ficar de choradeira. Direitistas estão de choradeira assim como esquerdistas costumam fazer.

A realidade é que o Aécio não seria o salvador da pátria, é óbvio (e ele nunca escondeu isso) que os programas sociais continuariam e que ele viraria isso a seu favor para garantir uma possível reeleição. Portanto, meu amigo, mesmo se o azul ganhasse você continuaria sustentando a vagabundagem através das bolsas, a corrupção continuaria e você continuaria a reclamar do Brasil (com todo o direito e razão). Ficou louco Corey? Virou esquerdopata? Não, claro que não! Eu somente tento ser pragmático e racional perante tudo na vida e estou vendo muita gente agindo com todos os sentimentos, menos com a razão. Votei 45, aliás, nem me lembro a última vez que não anulei o voto. Fiz minha parte, não deu certo, mas estou com a consciência tranquila que ao menos tentei trocar o ladrão. Acho que esse é o sentimento que todos os amigos que votaram no 45 deveriam ter em mente.

A vida continua, você vai continuar trabalhando e sendo estuprado pelo governo através dos impostos. Se o Aécio ganhasse isso não ia mudar. Você vai continuar poupando para a independência financeira, a bolsa vai continuar caindo e subindo, o dólar idem. O Aécio também não mudaria isso. Sabe a única coisa que a reeleição do vermelho mudou na minha vida? Vou repensar minha estratégia de IF, começo a achar que vale mais a pena jogar todas as fichas no plano de emigração.

E falando em emigração, vi no Facebook da Bia a quantidade de posts ofensivos e xenofóbicos contra nordestinos e fiquei um tanto assustado. Confesso que concordo com o argumento "separatista", mas ele é totalmente falho, impraticável e utópico, além de ser preconceituoso. Logo no começo do blog eu falei sobre preconceito, continuo achando que não há nada de errado com o preconceito em si, acredito que o preconceito é criado por aquele grupo que sofre o próprio preconceito, mas daí a pessoa levar isso como verdade absoluta já são outros quinhentos...

De onde vem o preconceito contra nordestinos aqui no sul e sudeste? Vem do próprio comportamento do nordestino (atenção, estou no direito de falar porque sou nordestino e convivo diariamente com vários) que no geral é barulhento, tem sotaque forte, não se enquadra no padrão de beleza europeu que nós homens tanto gostamos, etc. Outro problema com nordestinos é que nós temos fama de preguiçoso. Faz sentido, já conheci muito "baiano" que vive encostado nos outros, mas também conheço muitos (muitos mesmo) nordestinos que vieram pra SP e fizeram fortuna, sabe como? Trabalhando! E essa galera normalmente tem pouco estudo e não tem a menor ideia do que quer dizer ação preferencial. Por isso que digo: o trabalho quebra todos os preconceitos, se você é trabalhador, pode ser preto, pobre e feito que será (ou pelo menos deveria) ser respeitado. O nordeste não é só gente ignorante (no sentido literal da palavra: gente sem escolaridade), tem muito "dotô" por lá, mas infelizmente o paulista convive com o nordestino mais sofrido e menos escolarizado. O preconceito é enraizado em fatos e ninguém pode esconder isso. Não estou aqui pra defender o nordeste, tampouco sou daqueles que dizem ter "orgulho da cultura do nordeste", nada disso. Só quero fazer a galera refletir um pouco sobre o assunto. E mando um recado para os patrícios do NE: querem respeito? Não querem ser discriminados? Simples! Ajam, parem de frescura, parem de perseguição e vão pra cima: estudem, trabalhem, larguem esse câncer chamado bolsas assistencialistas.  

Uma das coisas mais nobres e que mais admiro em uma pessoa é a capacidade de ação. O cara deixar seu local de origem e tentar uma vida melhor em outro é por si só, digno do mais profundo respeito. O nordestino ignorante trabalhando na construção civil em São Paulo está na mesma situação que o dentista paulista que trabalha como pintor em Miami. Não importa a distância, ambos saíram da zona de conforto e buscaram uma vida melhor. Tiro meu chapéu para ambos. Quer outro exemplo? Os haitianos que estão invadindo o Brasil, um amigo que trabalha na construção civil empregou alguns haitianos e agora está desesperado em busca de mais. Trabalham duro e não reclamam. Já já vai vir uma galerinha reclamar que estão tomando o emprego do brasileiro (assim como os rednecks fazem nos EUA), mas quantos brasileiros trabalham sem reclamar?

Mudei muito nas últimas semanas, deixei um pouco o pessimismo de lado e abracei o realismo. Por isso sei que com Dilma ou Aécio, vou continuar a ser abusado pelo governo corrupto e incompetente. Sei também que se eu não me mexer e correr atrás da grana, ela não vai cair no meu colo. O Brasil está longe de ser o melhor lugar do mundo pra se empreender e viver, mas é o que tenho de ferramentas no momento, portanto, vou em frente... Liguei o "foda-se" e estou indo em frente, independentemente de partidos políticos, previsões apocalípticas e opiniões alheias.